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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pascoal defende equilíbrio entre o "tempo de controle" e o "tempo de gestão"

O seminário do MPCO teve prosseguimento nesta quarta-feira (24) com uma palestra do conselheiro  Valdecir Pascoal sobre “O tempo da gestão e o tempo do controle”. Durante cerca de 40 minutos, ele fez uma abordagem geral sobre o papel do controle e sua relação com os Tribunais de Contas e o porquê do aumento da tensão entre os órgãos de controle e a administração.

Segundo ele, “não existe gestão sem controle”, seja na atividade pública ou na atividade privada, sendo que a forma de exercê-lo é o que normalmente provoca “tensão” entre os Tribunais de Contas e os gestores públicos.

A seu ver, essa tensão tem se agravado nos últimos cinco anos em decorrência do fato de os Tribunais de Contas estarem priorizando o “controle preventivo” - pela expedição de Medidas Cautelares - para sustar obras públicas com suspeitas de irregularidades, assim como editais de licitação e de concursos públicos.

DISTENSÃO - Para distensionar esta relação, Pascoal sugere uma maior aproximação do TCE com os gestores públicos afirmando que os próprios Tribunais de Contas, sem abdicarem do seu papel fiscalizador assegurado pela Constituição, dispõem de mecanismos para orientar a gestão pública a fugir do erro, a exemplo das recomendações que são feitas nos votos dos conselheiros, das respostas dadas em processos de consulta, etc.

“Nós não vivemos aqui encastelados como muitos podem imaginar. Estamos sempre abertos para receber os gestores em nossos gabinetes e muitas vezes com um simples diálogo podemos mudar nossa opinião”, disse o conselheiro pernambucano.

Para ele, assiste razão ao presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, que em palestra proferida na véspera declarou que o controle externo tem necessariamente que ser preventivo “porque controle a posteriori (depois que o dano ao erário é consumado) não é controle, e sim autópsia”.

Acrescentou ser regra geral, estabelecida pela Constituição, que o controle seja feito, a posteriori, porém depois que a Suprema Corte decidiu que o poder cautelar também faz parte das atribuições dos Tribunais de Contas, o controle preventivo, “que andava meio anestesiado”, cresceu de importância.

Daí o Tribunal de Contas de Pernambuco ter editado uma Resolução disciplinando esta ferramenta, que tem sido bastante utilizada pelos conselheiros, especialmente para sustar editais de concorrência pública.

EQUILÍBRIO – O ponto alto da palestra do conselheiro foi quando ele pregou a necessidade de haver “equilíbrio” entre o tempo do controle e o tempo da gestão.

Segundo ele, é preciso evitar ao máximo a “banalização” da Medida Cautelar, que só deve ser expedida em último caso, ou seja, quando houver, comprovadamente, risco de dano ao erário, porque, muitas vezes, acrescentou, sustar uma obra pública pode ser mais prejudicial à sociedade do que a sua continuidade, mesmo com erros.“Em algumas situações”, salientou, o ‘ALERTA’ previsto no artigo 59 da Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser mais indicado do que uma Cautelar” porque não implica a paralisação da obra e sim uma recomendação para que as falhas sejam corrigidas.

Pascoal fez um apelo também aos gestores para que não se deixem iludir “com o canto da sereia eleitoral” - isto é, “que o tempo da gestão e do controle não sejam influenciados pelo tempo da eleição, contaminando uma relação que pode ser harmônica, respeitosa e profícua, sem deixar de ser dialética”.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 24/11/10

Campanha: 25 de novembro é o Dia do Doador de Sangue

Nesta quinta-feira, 25 de novembro, é comemorado o Dia Internacional do Doador de Sangue. Há 46 anos a doação voluntária é homenageada nesta data. O doador teve ter entre 18 e 65 anos, apresentar boa saúde, e ter acima de 50 quilos. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) apoia a iniciativa.
 
Ao contrário do que dizem por aí, doar sangue não engorda e não traz risco à saúde. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue. Em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. Mas deve-se respeitar o intervalo mínimo entre as doações, que é de 60 dias para homens, e 90 para mulheres. Quem doa sangue uma vez não é obrigado a doar sempre.
 
O material recolhido nos hemocentros é distribuído para os hospitais da cidade atender aos casos de emergência e aos pacientes internados. Informações da Fundação Pró-sangue, mostram que o Brasil necessita de 5.500 bolsas de sangue por dia. E para que essa meta não deixe de ser atingida, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda que os gestores municipais intensifiquem a campanha de doação de sangue em suas localidades. “É preciso manter a população informada quanto à importância dessa causa, e orienta-la da necessidade da colaboração de todos”, lembra o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
 
Veja a seguir algumas recomendações para o dia da doação:
 
• Nunca vá doar sangue em jejum; • Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
• Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
• Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
• Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação;
• Interromper as atividades por 12 horas das pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

Na sede da CNM, prefeito fala dos feitos da administração municipal

Os detalhes de investimentos da prefeitura e melhorias em Educação e Saúde foram relatados pelo prefeito de Bicas (MG), Honório de Oliveira. Ele trouxe pessoalmente a sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) um levantamento com alguns feitos da administração municipal, ao aproveitar a vinda a Brasília, nesta quarta-feira, 24 de novembro.

De acordo com Oliveira, a gestão desenvolvida em Bicas é bastante coerente. Ele explicou que para não comprometer as finanças, no caso da aplicação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da sazonalidade dos repasses, a prefeitura criou um tipo de poupança, que ele chama de margem de segurança. Assim, no mês em que a verba sobra, após os pagamentos das contas, estes recursos são guardados e usados nos meses de repasses mais baixos.

O prefeito ressalta que o Município segue fielmente o planejamento. E que o rigor no projetado faz com que a gestão esteja em dia com suas contas. “Pagamos os fornecedores semanalmente. E não existe essa história de cobradores na porta da prefeitura”, declarou Oliveira. “Pagamos todas as contas na datas certas, inclusive os funcionários”, assegura.

Controle administrativo
Para chegar a este nível de controle administrativo o prefeito reconhece que não foi fácil. No início da gestão não conseguiu fazer quase nada porque assumiu a prefeitura com mais de R$ 4 milhões de dívidas. “Hoje estamos quitando os últimos parcelamentos. Depois dessas quitações teremos mais recursos para investir em melhorias para a população”, anuncia Oliveira. E garante que mesmo pagando dívidas, a prefeitura ainda investiu em outras áreas como Educação e Saúde.

Alguns dos investimentos em Educação foram: reforma de todas as escolas, criação de escola em tempo integral e implantação de creches. Na Saúde o investimento também foi alto, e algumas melhorias foram: construção de uma clínica de fisioterapia, instalação de Centro de Atendimento Psíquico Social (Caps), atendimento médico em 11 especialidades e sistema de transporte de paciente e de realização de exames.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rildo Feitosa e a Gestão Pública
www.rildofeitosa.blogspot.com

Lista de beneficiários do Bolsa FamíliaI já está disponível para acompanhamento escolar

Os gestores municipais já podem acessar a lista de beneficiários para acompanhamento da frequência escolar do Programa Bolsa Família. O arquivo está disponível no Sistema Presença do Ministério da Educação (MEC), parceiro do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). As prefeituras poderão incluir os dados de 1º a 20 de dezembro.

Nesta etapa, deverão ser inseridas as informações da frequência escolar referente aos meses de outubro e novembro, explica a coordenadora do Departamento de Condicionalidades. “A gente tem, nesse último bimestre do ano, um prazo menor para as prefeituras registrarem a frequência, então é importante que as famílias garantam a frequência mínima das crianças e que as prefeituras e os órgãos da educação façam o registro”, esclarece a coordenadora.

A frequência escolar é uma das contrapartidas dos beneficiários do Bolsa Família e permite identificar o motivo pelo qual o aluno não cumpriu o mínimo de frequência. A coordenadora destaca a importância do preenchimento dessas informações: “Identificar os principais motivos da baixa frequência ajuda tanto o poder público quanto as ações da política pública para que ela possa focar e melhorar a condição dessas crianças”, conclui.

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