“É lamentável que o presidente da República tenha vetado uma proposta que introduzia um pouco de justiça fiscal na federação brasileira”, disse o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
Segundo ele, a atual regra de distribuição dos Royalties é incompatível com o princípio da justiça e equidade que Lula sempre defendeu e que, neste caso, abandonou por pressão de alguns governadores. “Vamos continuar nossa mobilização, agora pela derrubada deste veto”, anunciou Ziulkoski.
Na última terça-feira, quase dois mil Municípios atenderam à convocação da CNM e promoveram ações para reivindicar a sanção do projeto. Muitos prefeitos procuraram a imprensa, conversaram com a comunidade sobre a proposta e fecharam as portas das prefeituras em protesto. A entidade recebeu inúmeras manifestações de apoio durante a semana.
Além de vetar a proposta de redistribuição dos Royalties, o governo anunciou a disposição de enviar ao Congresso uma proposta semelhante àquela negociada pelo deputado Henrique Alves (PMDB-RN) durante a tramitação do projeto que instituía o regime de partilha para exploração do Pré-sal. Na prática, essa proposta já foi rejeitada pelos parlamentares porque não resolve o principal problema imediato que existe, que são as distorções na distribuição dos Royalties oriundos do sistema de concessão.
Isso significa que a riqueza extraída do pré-sal nos próximos 10 ou 20 anos não seria dividida entre todos os brasileiros. Segundo projeções da área técnica do próprio governo, os Royalties da concessão (protegidos pela proposta de Henrique Alves) devem subir de R$ 22 bilhões para R$ 50 bilhões ao longo deste período e continuarão superiores aos Royalties da partilha por algumas décadas depois.
Segundo Ziulkoski, o presidente da República e sua sucessora, Dilma Roussef, precisam ser devidamente alertados sobre essas projeções antes de tomarem uma decisão final sobre o reenvio da proposta de Henrique Alves ao Congresso. “Não mudar as regras de distribuição para o sistema de concessão significa ampliar – e não apenas congelar – os benefícios dos atuais privilegiados”, afirmou o presidente da CNM.
- Veja a galeria de fotos da mobilizaçãohttp://www.cnm.org.br/institucional/galeria_foto.asp?iIdGaleria=9861
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